quinta-feira, 27 de maio de 2010

Visão filosófica do ciúme e da traição

O ciúme vem da palavra zelumen e é visto como uma prova de amor e cuidado com o próximo. Ele mesmo sendo visto dessa maneira, pode passar dos limites e acabar magoando os dois lados da história (a pessoa ciumenta e a pessoa que se relaciona com ela). Na filosofia, o ciúme está sempre ligado às discussões de relacionamento, seja ela de amor ou de amizade.
Temos duas maneiras de lidar com esse sentimento, a primeira é extirpar as paixões, já que não podemos controlar o ciúme, e a outra é tirando o lado vantajoso da situação. A filosofia não concorda com essas maneiras citadas individualmente, achando que devemos estar entre elas.
O filósofo La Rochefoucauld diz que “o ciúme sempre nasce com o amor, mas nem sempre morre com o amor”. Ou seja, no início do ciúme, as pessoas o vêem como uma prova de que o outro o ama, já que é um sentimento que demonstra a importância e o desejo de não perder o amado. Mas, ao passar do tempo, o ciúme pode ser visto como uma forma de desconfiança com o próximo. Então, do que adianta um amor, sem confiança? 
A maioria dos casos de ciúme é medo de uma traição. Mas não de certa forma uma traição carnal, podendo ser dada apenas pelos sentimentos. A filosofia critica, porém ela pode fazer parte do relacionamento, já que após de uma traição podemos ver se realmente gostamos ou não do companheiro, e se a relação é forte o suficiente para superar esse fato.
Alguns motivos para uma traição são as questões culturais, vingança, carência, insatisfação relacionados a desejos, expectativas com o companheiro e o estímulo provocado pela sensação do perigo.
Um grande exemplo disso que acabamos de falar é a obra “Tristão e Isolda”, que ao final da trama Isolda das Mãos Brancas por ciúmes trai a confiança do amado Tristão.

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